Encontro de Representantes de Base do SUPREMA debate projeto de Brasil da classe trabalhadora
O Sindicato Unificado das e dos Profissionais em Educação de Maracanaú (SUPREMA) realizou, nesta quarta-feira (26 de agosto), na Escola Flávio Ponte, o Encontro de Representantes de Base, reunindo professoras e professores para um momento de formação, organização e debate sobre os desafios da classe trabalhadora e a construção de um projeto de país.A atividade fecha o ciclo de encontros deste ano.
A atividade, que foi conduzida pela presidenta do SUPREMA, Nívia Marques, e pela vice-presidenta Elza Sale, e ainda contou com a secretária de saúde do/a trabalhador/a, Marina Vieira, como cerimonialista do evento, integrou a mobilização da categoria em torno da campanha “O Projeto de Brasil da Classe Trabalhadora”, que propõe colocar no centro do debate as necessidades e reivindicações de quem vive do trabalho.
O encontro teve início com informes e debates sobre as pautas da categoria, fortalecendo a atuação das e dos representantes de base nos locais de trabalho e a organização coletiva para enfrentar os desafios vivenciados pelos profissionais da educação.
Na programação, a presidenta da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (FETAMCE), Enedina Soares, e Vilani Oliveira, secretária de Combate ao Racismo da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (CONFETAM/CUT), participaram de um painel sobre o projeto de Brasil da classe trabalhadora.
As convidadas dialogaram sobre a proposta e trouxeram o debate para a realidade de Maracanaú e do Ceará, relacionando a construção de um projeto de país às lutas concretas das trabalhadoras e dos trabalhadores em educação. Entre os temas destacados estiveram a defesa dos direitos sociais, a valorização do serviço público, a garantia de educação, saúde e moradia, o trabalho digno e o enfrentamento às desigualdades.
O debate também reforçou a necessidade de a classe trabalhadora construir e defender uma agenda própria, ocupando um papel protagonista na definição dos rumos do país. Nesse processo, a organização sindical aparece como instrumento fundamental para transformar as demandas vividas no cotidiano em pautas coletivas e fortalecer a disputa por um projeto de sociedade comprometido com a maioria da população.
Após as exposições, o encontro abriu espaço para a participação dos representantes de base. O debate permitiu que a categoria apresentasse suas demandas, preocupações e propostas, reafirmando que um projeto de país não se constrói de cima para baixo, mas com participação, organização e luta.
Eleições 2026: disputar os rumos do país
Na segunda parte do encontro, a mesa “Eleições 2026: enfrentar os inimigos do povo, eleger o projeto popular e trabalhista” reuniu a professora e cientista política Carla Michele Quaresma e o professor e presidente do SINDUECE, Pedro Costa Júnior, para discutir os desafios do próximo período eleitoral e a importância de disputar os rumos do país a partir de um projeto comprometido com o povo.
Quaresma e Costa abordaram a necessidade de organização da classe trabalhadora diante das eleições de 2026, destacando a importância de reconhecer os diferentes projetos em disputa e fortalecer uma perspectiva popular e trabalhista para o futuro do Brasil.
Após a mesa, o debate foi aberto ao público, que pôde apresentar seus anseios, experiências e propostas para a construção de um projeto de país que tenha a classe trabalhadora como protagonista.
A participação do público reforçou que a construção de um projeto de país não pode acontecer de forma distante da realidade vivida nos locais de trabalho e nas comunidades. O Brasil que queremos não se constrói de cima para baixo, mas com participação, organização e luta.
Organização pela base
Ao longo do encontro, foi reforçado o papel estratégico dos representantes de base na construção cotidiana do sindicato. São eles e elas que mantêm o diálogo com a categoria nos locais de trabalho, levam as demandas ao sindicato e contribuem para transformar reivindicações individuais em pautas coletivas.
Para o SUPREMA, fortalecer essa organização é também fortalecer a capacidade da categoria de participar das decisões, construir suas próprias pautas e atuar na disputa por direitos e por um projeto de sociedade comprometido com a maioria da população.
O encontro terminou com o compromisso de ampliar a organização, fortalecer a participação da categoria e construir, coletivamente, as próximas lutas do SUPREMA.