Nesta segunda-feira, 24 de fevereiro, a sede do SUPREMA não foi apenas endereço. Foi trincheira organizada. Foi bússola coletiva. Foi o chão onde a categoria fincou os pés para dizer, com todas as letras, que educação e enfrentamento à violência contra a mulher caminham juntas.
O 1º Encontro de Representantes de Base de 2026 reuniu trabalhadoras e trabalhadores da educação em um momento estratégico para fortalecer a organização sindical e reafirmar um compromisso histórico: transformar a escola em território de proteção, consciência crítica e justiça social.
A abertura foi conduzida pela presidenta Nívia Marques, pela vice-presidenta Elza Sales e por Marina Vieira, diretora de Saúde do(a) Trabalhador(a). Além de acolherem as e os representantes, trouxeram informes fundamentais para a categoria e lançaram oficialmente a campanha “Violência Contra a Mulher não faz Escola”. A mensagem foi direta: não há projeto pedagógico consistente se a violência for naturalizada. Não há aprendizagem plena onde há medo. CONFIRA TODOS OS MATERIAS DA CAMPANHA AQUI!
Ainda na primeira parte do encontro, foram socializados informes políticos e organizativos, reforçando a importância do papel das representações de base na mobilização permanente da categoria, na defesa de direitos e na construção da campanha salarial. Cada representante saiu dali com tarefa, responsabilidade e horizonte.
Antes da mesa de debate, foi lançada a “Cartilha de Prevenção e Enfrentamento às Violências contra as Mulheres nas Escolas de Maracanaú”, um instrumento construído para orientar, acolher e fortalecer as comunidades escolares diante das múltiplas formas de violência que atravessam o cotidiano. A cartilha nasce como ferramenta pedagógica e política. Não é apenas um material informativo. É posicionamento.
O segundo momento da tarde foi marcado pela mesa “O papel da educação na prevenção e enfrentamento às violências contra meninas e muheres”, tema urgente em um país onde, segundo dados nacionais, quatro mulheres são assassinadas por dia. A violência é estrutural. Está nas estatísticas, mas também está nas relações, nas omissões e nas desigualdades que se reproduzem.
Compuseram a mesa a deputada estadual Larissa Gaspar (PT/CE) e a professora e técnica da Secretaria de Educação do Ceará, Priscyla Costa, sob mediação da presidenta do SUPREMA, Nívia Marques. O debate destacou a responsabilidade da escola na formação de uma cultura de respeito, na identificação de sinais de violência e na construção de redes de apoio. Educação não é neutra. Ou enfrenta as opressões, ou as reproduz.
O encontro encerrou com o sentimento de que 2026 já começou em movimento. A organização de base segue como espinha dorsal da luta sindical, e a defesa das mulheres como princípio inegociável. Porque violência não educa. Violência não constrói futuro. E, definitivamente, violência contra a mulher não faz escola.














