
O Sindicato Unificado das e dos Profissionais em Educação de Maracanaú (SUPREMA) realizou, na noite desta terça-feira (03 de novembro), o Festival Novembro Negro, um encontro dedicado à valorização da cultura, da memória e da ancestralidade dos povos negros e indígenas. A atividade reuniu lideranças populares, representantes de movimentos sociais, educadoras(es) e participantes da comunidade em uma programação marcada pelo diálogo e pela troca de experiências.
A programação contou com a formação de uma mesa de diálogo, mediada por Germana McGregor, Secretária de Gênero, Raça e Etnia da FENAJ, e também assessora de imprensa do SUPREMA, que reuniu diferentes vozes e perspectivas sobre a cultura e a história dos povos negros e indígenas em Maracanaú. Participaram das atividades Rodrigo Tembiú, com o pré-lançamento de seu livro; e Virgínia Ramos, responsável pela atividade SUPREMA e Maloka na Rota do Hilário, que também homenageou a memória de José Hilário Ferreira, além do lançamento do documentário Vozes da Fé, produzido por estudantes dos 9ºs anos da ECIM Rachel de Queiroz, com coordenadenação do professor George Cavalcante e de outros professores da escola.
Após as exposições, o encontro ganhou novos contornos com a realização de uma roda de conversa, que ampliou o espaço de participação do público. O momento foi marcado por relatos, compartilhamento de vivências e reflexões sobre a importância de preservar os saberes ancestrais, fortalecer as expressões culturais e ampliar o reconhecimento das contribuições dos povos negros e indígenas para a identidade do município.
O encerramento ficou por conta da exibição do documentário Vozes da Fé, produzido por estudantes dos nonos anos da ECIM Rachel de Queiroz, com coordenação geral do professor George Cavalcante. A produção trouxe ao público um olhar sobre as diferentes manifestações de fé e suas expressões no cotidiano, ampliando o debate sobre diversidade, respeito e liberdade religiosa.
Cultura, memória e resistência
O Festival Novembro Negro integra as ações do SUPREMA voltadas à promoção de uma educação antirracista e ao reconhecimento da diversidade étnico-racial. Ao reunir lideranças, movimentos e comunidade, a iniciativa reafirma a importância dos espaços coletivos de escuta, formação e valorização das culturas que constituem a história de Maracanaú. Mais do que celebrar o Novembro Negro, o encontro fortaleceu vínculos e reafirmou que a luta antirracista também passa pelo reconhecimento da memória, pela preservação dos saberes e pela garantia de espaço e visibilidade para os povos negros e indígenas.














